Agosto de 2011. Passadas duas décadas desde que o Red Hot Chilli Peppers, banda de Los Angeles foi apresentada ao mundo, apenas três dos quatro responsáveis pelo hoje clássico registro ainda se mantém à frente do RHCP, banda que de forma inquestionável se mantém como uma das mais queridas do grande público e que de tempos em tempos consegue arrancar alguns bons elogios da crítica especializada. De posse de um novo álbum, o grupo tenta reviver o mesmo sucesso que os alavancou para estrelato há algumas décadas, porém, diferente do espírito inventivo que tomava conta da banda naquela época, hoje, o grupo californiano se apresenta de forma acomodada e demasiada redundante.
Denominado I’m With You (2011, Warner Bros.), este é o décimo álbum da carreira do Red Hot – hoje formado por Flea, Anthony Kiedis, Chad Smith e o novato Josh Klinghoffer – e trabalho que precisa lutar contra uma série de questionamentos que a banda conseguiu levantar ao longo dos últimos anos. Primeiro registro desde a saída do guitarrista John Frusciante (que já havia abandonado o grupo em meados dos anos 90) e sucessor do bem recebido Stadium Arcadium, o décimo registro do grupo até que se esforça, garante alguns hits, porém não passa de uma grande cópia daquilo que a banda vem desenvolvendo desde que sua “estreia” foi apresentada há duas décadas.

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Ouvir o novo álbum do Red Hot Chili Peppers é o mesmo que ficar preso há duas décadas assistindo apenas ao mesmo filme, comendo sempre o mesmo tipo de refeição, tomando o exato mesmo tipo de bebida e fazendo exatamente todas as mesmas ações. Um looping eterno em que a memória do ouvinte não se apaga no dia seguinte, pelo contrário, vai se acumulando, se transformando em algo irritante, redundante e chato. Embora já fosse algo visível nos últimos registros da banda, I’m With You apenas confirma: o Red Hot faz parte do mesmo grupo de artistas que deveriam ter encerrado suas carreiras há tempos. Caso você ainda ache a banda genial, inédita e inventiva, boa sorte, afinal é só o que você ouvirá deles amanhã, depois e assim continuará até o fim do grupo.