Denominado I’m With You (2011, Warner Bros.), este é o décimo álbum da carreira do Red Hot – hoje formado por Flea, Anthony Kiedis, Chad Smith e o novato Josh Klinghoffer – e trabalho que precisa lutar contra uma série de questionamentos que a banda conseguiu levantar ao longo dos últimos anos. Primeiro registro desde a saída do guitarrista John Frusciante (que já havia abandonado o grupo em meados dos anos 90) e sucessor do bem recebido Stadium Arcadium, o décimo registro do grupo até que se esforça, garante alguns hits, porém não passa de uma grande cópia daquilo que a banda vem desenvolvendo desde que sua “estreia” foi apresentada há duas décadas.

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Ouvir o novo álbum do Red Hot Chili Peppers é o mesmo que ficar preso há duas décadas assistindo apenas ao mesmo filme, comendo sempre o mesmo tipo de refeição, tomando o exato mesmo tipo de bebida e fazendo exatamente todas as mesmas ações. Um looping eterno em que a memória do ouvinte não se apaga no dia seguinte, pelo contrário, vai se acumulando, se transformando em algo irritante, redundante e chato. Embora já fosse algo visível nos últimos registros da banda, I’m With You apenas confirma: o Red Hot faz parte do mesmo grupo de artistas que deveriam ter encerrado suas carreiras há tempos. Caso você ainda ache a banda genial, inédita e inventiva, boa sorte, afinal é só o que você ouvirá deles amanhã, depois e assim continuará até o fim do grupo.
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